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Código de barras, patente de 1952: a inovação que acelerou o comércio

Dois encoders industriais na cor turquesa em fundo branco

Em 7 de outubro de 1952, o escritório de patentes dos Estados Unidos concedeu a Norman Joseph Woodland e Bernard Silver a patente 2.612.994, registrada como "aparelho e método de classificação". O documento descrevia um jeito de identificar mercadorias com linhas impressas que uma máquina poderia ler. Era o código de barras. Mas o primeiro produto a passar por um leitor no caixa de um supermercado só apareceria mais de 20 anos depois. A história do código de barras é, antes de tudo, a história de uma boa ideia esperando o mundo alcançá-la.

O que você vai ver
  1. Da conversa no corredor ao desenho na areia
  2. Uma invenção que dependia de outras
  3. O dia em que o caixa mudou
  4. O que o código de barras acelerou
  5. Lições para quem inova
  6. Perguntas que sempre aparecem
Etapa 1 de 6

Da conversa no corredor ao desenho na areia

A origem é conhecida. No fim dos anos 1940, Silver, então estudante de pós-graduação no Instituto de Tecnologia Drexel, na Filadélfia, ouviu um executivo do varejo pedir à universidade um sistema que registrasse automaticamente os produtos no caixa. Ele comentou o pedido com Woodland, que decidiu trabalhar no problema.

Segundo o relato que o próprio Woodland repetiu por décadas, a ideia surgiu numa praia, enquanto ele traçava na areia os pontos e traços do código Morse que aprendera como escoteiro. Ao esticar os sinais para baixo, obteve linhas finas e grossas. A dupla pediu a patente em 20 de outubro de 1949. O documento cobria tanto o formato linear quanto um desenho circular, em anéis concêntricos, pensado para ser lido de qualquer ângulo.

Etapa 2 de 6

Uma invenção que dependia de outras

O conceito estava correto, mas as peças necessárias para torná-lo prático ainda não existiam em escala. Faltavam três coisas:

Woodland e Silver venderam a patente no início dos anos 1960. Silver morreu em 1963, sem ver a invenção em uso no comércio. Woodland seguiu na área e, já trabalhando na IBM, participou do desenvolvimento do padrão que viria a ser adotado pelo varejo americano.

Etapa 3 de 6

O dia em que o caixa mudou

O impasse começou a se resolver quando a indústria de alimentos e as redes de supermercados dos Estados Unidos se reuniram para definir um símbolo único. Em 1973, foi escolhido o Código Universal de Produto, o UPC, um formato linear. Em 26 de junho de 1974, num supermercado em Troy, no estado de Ohio, um pacote de chicletes se tornou o primeiro item a ser registrado por um leitor de código de barras no caixa.

Dali em diante, a adoção acelerou. O código passou a acompanhar embalagens no mundo inteiro, com padrões internacionais derivados do UPC, e saiu do supermercado para a logística, a indústria, os hospitais e as bibliotecas.

Etapa 4 de 6

O que o código de barras acelerou

O ganho mais visível foi a fila mais rápida, mas o impacto maior estava nos bastidores:

Em outras palavras, o código de barras transformou cada venda em um registro, e cada registro em informação para gestão.

Etapa 5 de 6

Lições para quem inova

A trajetória deixa ensinamentos úteis para qualquer empresa que desenvolve ou adota novidades:

  1. Ideia boa não basta. Uma inovação que depende de tecnologias complementares pode ficar anos na gaveta. Vale mapear de que outras peças o projeto precisa para funcionar.
  2. Padrão é infraestrutura. O código de barras só decolou quando concorrentes aceitaram um formato comum. Em muitos mercados, colaborar na definição de regras é condição para crescer.
  3. O valor aparece no sistema, não na peça. O ganho não estava nas barras impressas, mas na combinação de leitor, computador, banco de dados e processo de reposição.
  4. Timing importa. Chegar cedo demais pode ser tão difícil quanto chegar tarde. Observar a maturidade do entorno ajuda a escolher o momento de investir.

Mais de sete décadas depois da patente, o código de barras convive com códigos bidimensionais e etiquetas de radiofrequência, mas segue presente em quase tudo o que se compra. Poucas inovações ficaram tão invisíveis de tão bem-sucedidas.

Etapa 6 de 6

Perguntas que sempre aparecem

Quem inventou o código de barras? Norman Joseph Woodland e Bernard Silver, que pediram a patente em 1949 e a receberam em 7 de outubro de 1952, nos Estados Unidos.

Quando o código de barras começou a ser usado no comércio? O padrão UPC foi escolhido em 1973, e o primeiro produto foi registrado por leitor no caixa em 26 de junho de 1974, em um supermercado em Troy, Ohio.

Por que a adoção demorou tanto? A leitura prática dependia de lasers e de eletrônica acessíveis, além de um padrão comum entre fabricantes e varejistas, condições que só se reuniram no início dos anos 1970.

Em resumo

Da conversa no corredor ao desenho na areia: o essencial

A origem é conhecida. No fim dos anos 1940, Silver, então estudante de pós-graduação no Instituto de Tecnologia Drexel, na Filadélfia, ouviu um executivo do varejo pedir à universidade um sistema que registrasse automaticamente os produtos no caixa. Ele comentou o pedido com Woodland, que decidiu trabalhar no problema.

Uma invenção que dependia de outras: o essencial

O conceito estava correto, mas as peças necessárias para torná-lo prático ainda não existiam em escala. Faltavam três coisas:

O dia em que o caixa mudou: o essencial

O impasse começou a se resolver quando a indústria de alimentos e as redes de supermercados dos Estados Unidos se reuniram para definir um símbolo único. Em 1973, foi escolhido o Código Universal de Produto, o UPC, um formato linear. Em 26 de junho de 1974, num supermercado em Troy, no estado de Ohio, um pacote de chicletes se tornou o primeiro item a ser registrado por um leitor de código de barras no caixa.